A alegria do artesão
Domingo, 28 Fevereiro, 2010Na caverna o oleiro não consegue vender os bonecos e tem de fazer parar o forno. Este feitiço estender-se-á logo a todas as fábricas. A produção torna-se desnecessária tal como os trabalhadores. A fábrica já não é precisa nem como aparelho produtivo, nem tem valor como instrumento disciplinador.
Libertos do trabalho os homens descobrem a única alegria possível no mundo económico. Não, não é o consumo. Não, não é a produção de teoria capitalista ou socialista. Toda a alegria estava nesse momento em que eram artesãos. A alegria do artesão que investe o seu tempo e perícia num objecto de um mundo a que pensa pertencer. Que terminado o objecto o limpa e põe na montra e que com ele na mente começa a executar um novo que será ainda melhor, mais perfeito.
Tags: artesão