Testa da Vaca

Viva o Magalhães

Quarta-feira, 15 Abril, 2009

como instrumento musical.

O fim do Fordismo

Quarta-feira, 15 Abril, 2009

Eles, havia pouco (continua a haver), solicitavam:
‹‹produtividade››.
Cegos do tempo.
Tempo em que nem todos os corpos nus envolvendo os carros nos farão desejá-los.
(Não mais os esmagarão.)
Momento em que toda a propaganda da tecnologia de ponta … murchará!
Os ‹‹Magalhães›› substituídos por instrumentos musicais.
O progresso histórico transformado em Música.
Eles não sabem (mas, espero que tenham pesadelos).

Perdoem-lhes, eles não sabem o que fazem.

Terça-feira, 14 Abril, 2009

Ok, tudo bem … que a conjuntura (ou soltura?) da situação tenha surpreendido os espíritos mais rectos. De modo, que agora não saibam como reagir. O que fazer?
Tudo bem, que ‹‹a cena ecológica›› está na moda.
Mas, tomar medidas (,e propagandear) que mais não são que:
Patrocínio a banhos quentes!
O slogan, do ministro (da economia, é disso que se trata) devia ser:
Financio banhos quentes!
Mais de 1600 euros para banhos.
Eles não sabem o que fazem?

recenseado à força

Segunda-feira, 13 Abril, 2009

A semana passada descobri que tinha sido recenseado. Pelo SIGRE.
Quem quiser verificar em:
www.recenseamento.mai.gov.pt
Como ando muito ocupado, razão por que estas mesagens escasseiam, ainda não tive tempo de equacionar que medidas tomarei.
Para actuar na minha libertação.
Sei que não estou só!

retórica

Sábado, 11 Abril, 2009

… deverão ser lidas, ainda, como um afinar de instrumentos, antes da execução de uma peça musical. Aqui não encontrar-se-á, portanto, a consistência de toda a métrica musical composta, nem espaço para as passagens que provassem, eventual, virtuosismo técnico do executante. Apenas se dá um passo necessário, para que tudo, o que vier a seguir, se relacione.
Para que não haja no futuro sons dissonantes, podemos ter de os ouvir agora.

De certo modo, não estamos sequer perante ‹‹o lá›› para afinação dos instrumentos. Antes, temos ainda, de ser ‹‹luthier›› e fabricar os próprios instrumentos.

havemos de nos obituar

Quinta-feira, 26 Março, 2009

havemos de nos obituar

a vida vem sem livro de instruções

Quarta-feira, 25 Março, 2009

a vida vem sem livro de instruções

G.3

Segunda-feira, 23 Fevereiro, 2009

Olha-se no espelho que duplica os planos e vê-se cansado, cheira-se e sente na roupa o libertar do fumo dos cigarros. Pára, ainda voltado para o espelho, abre a porta e dirige-se para a direita, enquanto saca do bolso as chaves, roda a fechadura, tira a chave, bate a porta, pousa a chave e vê a rua pela janela da sala. Vai à cozinha, ao frigorífico buscar água, pega num copo que quase enche e bebe. Sem tirar a mão da garrafa, olha o nariz dentro do copo, já sem água, também nisto se demora. Pousa o copo, fecha a garrafa que vai de novo para o frigorífico, que entretanto dispara, e vai para o quarto.
Despe-se e deita-se sobre os lençóis, fecha os olhos e tenta ouvir o silêncio que nem dentro dele consegue encontrar, antes de adormecer.

Eu não queria ter razão.

Terça-feira, 17 Fevereiro, 2009

Cheira-me que os “estudos” que determinavam imperativa a construção de um novo aeroporto equivocavam-se. Como um jovem no início da puberdade; que apontando num caderno os resultados da observação-medição momentânea do instrumento admitia ser, ele próprio, a construção de uma nova ponte.

G.2

Segunda-feira, 16 Fevereiro, 2009

Tira o pé do pedal e volta a ouvir o motor do carro, dá sinal à direita, sobe a rampa do passeio, procura o comando do portão, pressiona o botão, espera e entra na garagem, as luzes acendem automaticamente e o portão fecha-se, o trabalhar do carro ecoa nas paredes e a manobra é executada lentamente até parar num silêncio momentâneo. Depois o trinco da porta estala, deixa as coisas no banco de trás, fecha a porta, abre a porta da caixa de escadas que se fecha sozinha, pressiona o botão do elevador e enquanto espera repara que a lâmpada das escadas não se acendeu. Chega a luz pelo vidro da porta do elevador que ele abre, entra na cápsula, leva o dedo ao botão e sobe.
Tem o corpo dorido.