Viva o Magalhães
Quarta-feira, 15 Abril, 2009como instrumento musical.
como instrumento musical.
Eles, havia pouco (continua a haver), solicitavam:
‹‹produtividade››.
Cegos do tempo.
Tempo em que nem todos os corpos nus envolvendo os carros nos farão desejá-los.
(Não mais os esmagarão.)
Momento em que toda a propaganda da tecnologia de ponta … murchará!
Os ‹‹Magalhães›› substituídos por instrumentos musicais.
O progresso histórico transformado em Música.
Eles não sabem (mas, espero que tenham pesadelos).
Ok, tudo bem … que a conjuntura (ou soltura?) da situação tenha surpreendido os espíritos mais rectos. De modo, que agora não saibam como reagir. O que fazer?
Tudo bem, que ‹‹a cena ecológica›› está na moda.
Mas, tomar medidas (,e propagandear) que mais não são que:
Patrocínio a banhos quentes!
O slogan, do ministro (da economia, é disso que se trata) devia ser:
Financio banhos quentes!
Mais de 1600 euros para banhos.
Eles não sabem o que fazem?
A semana passada descobri que tinha sido recenseado. Pelo SIGRE.
Quem quiser verificar em:
www.recenseamento.mai.gov.pt
Como ando muito ocupado, razão por que estas mesagens escasseiam, ainda não tive tempo de equacionar que medidas tomarei.
Para actuar na minha libertação.
Sei que não estou só!
… deverão ser lidas, ainda, como um afinar de instrumentos, antes da execução de uma peça musical. Aqui não encontrar-se-á, portanto, a consistência de toda a métrica musical composta, nem espaço para as passagens que provassem, eventual, virtuosismo técnico do executante. Apenas se dá um passo necessário, para que tudo, o que vier a seguir, se relacione.
Para que não haja no futuro sons dissonantes, podemos ter de os ouvir agora.
…
De certo modo, não estamos sequer perante ‹‹o lá›› para afinação dos instrumentos. Antes, temos ainda, de ser ‹‹luthier›› e fabricar os próprios instrumentos.
havemos de nos obituar
a vida vem sem livro de instruções
Olha-se no espelho que duplica os planos e vê-se cansado, cheira-se e sente na roupa o libertar do fumo dos cigarros. Pára, ainda voltado para o espelho, abre a porta e dirige-se para a direita, enquanto saca do bolso as chaves, roda a fechadura, tira a chave, bate a porta, pousa a chave e vê a rua pela janela da sala. Vai à cozinha, ao frigorífico buscar água, pega num copo que quase enche e bebe. Sem tirar a mão da garrafa, olha o nariz dentro do copo, já sem água, também nisto se demora. Pousa o copo, fecha a garrafa que vai de novo para o frigorífico, que entretanto dispara, e vai para o quarto.
Despe-se e deita-se sobre os lençóis, fecha os olhos e tenta ouvir o silêncio que nem dentro dele consegue encontrar, antes de adormecer.
Cheira-me que os “estudos” que determinavam imperativa a construção de um novo aeroporto equivocavam-se. Como um jovem no início da puberdade; que apontando num caderno os resultados da observação-medição momentânea do instrumento admitia ser, ele próprio, a construção de uma nova ponte.
Tira o pé do pedal e volta a ouvir o motor do carro, dá sinal à direita, sobe a rampa do passeio, procura o comando do portão, pressiona o botão, espera e entra na garagem, as luzes acendem automaticamente e o portão fecha-se, o trabalhar do carro ecoa nas paredes e a manobra é executada lentamente até parar num silêncio momentâneo. Depois o trinco da porta estala, deixa as coisas no banco de trás, fecha a porta, abre a porta da caixa de escadas que se fecha sozinha, pressiona o botão do elevador e enquanto espera repara que a lâmpada das escadas não se acendeu. Chega a luz pelo vidro da porta do elevador que ele abre, entra na cápsula, leva o dedo ao botão e sobe.
Tem o corpo dorido.