Sobre
Da natureza dos ossos que nos doem quando o tempo muda, porque estamos ligados com o nevoeiro que molha, com a chuva que limpa e traz a luz que nos toca antes do escuro sem fim, onde brilham às vezes pontos prontos a unir… ou quando as nuvens se tapam e as gaivotas ficam a voar, reflectindo na barriga a tempestade de luz de monumento qualquer, um movimento qualquer, um momento… do pensamento escrito, para não esquecer, para se poder ver o que se pensa, para lembrar o que se pensava mesmo quando não se quer ter razão nas previsões dos nossos intestinos ou na meteorologia das vísceras do mundo.
Tudo muito profundo porque o céu é para baixo.