Amar os inícios e detestar os fins.
Porque, se “os fins determinam os meios”, resta-nos a liberdade de começar.
A liberdade de começar ou começar a liberdade?
É que, o que se pretende é esse espaço, desnecessário, que não serve para nada, e por isso, é livre. Que consome a produtividade na lógica perfeita de círculo desencontrado num qualquer desenho de criança.
Desenhar o quê? Brincar a quê? Escrever o quê?
A liberdade da criança que se levanta e deixa o desenho “por concluir”, porque lhe apetece, correr…
Correr para as coisas, mexer nas coisas, trazê-las nas mãos… mostrar nas pontas dos dedos o que se tem para dar.
“Não mexas nisso que estragas!”. Agora que sabemos que todo o conhecer esteve, aos pedaços, nas partículas negras, debaixo das unhas.
Depois, lavam-se as mãos, para começar a comer.
Depois, os dentes para começar a sorrir.
Depois, fecham-se os olhos para começar a…